Outro dia me parei olhando , e vocês sabem que quem olha julga, não adianta nosso cérebro está auto programado pra julgar os outros ( e quem disser que não julga vá tomar um banho - é o mínimo que eu posso mandar tomar seguindo as normas da educação-) então, me peguei olhando uma figura na rua. Era uma pessoa do tipo EMO. E como o blog é meu e eu não tenho que ficar agradando ninguém nele e eu posso escrever o quiser, eu tenho a dizer que eu não gosto dos EMOS. Não gosto da maneira como se vestem, não gosto da maneira como falam, não gosto do cabelo deles e não vejo nada de interessante na conversinha fiada deles. Geralmente de preto, de olhos pintados e cabelos lisos ( ou alisados, o que é pior) grudado na cara. Ah pára né? Por favor! Eu não aguento olhar pra vocês!
Bom, esse é o meu pensamento preconceituoso. Ainda mais agora tendo filha... Aimeudeus, vou pagar minha língua.
Mas como ainda resta um pouco de esperança, como eu sou (ainda) uma pessoa equilibrada (?) eu estou tentando me despir dessa opinião toda. Tentando analisar os grupos diversos que povoam o planeta. Porque sim, nós vivemos em grupos e somos como nosso grupo é. Por mais bem resolvidos que sejamos, temos que admitir que nos agrupamos segundo nossas semelhanças. E isso é o que chamamos de tribo.
Eu lembro bem de quando eu era do colégio. Eu era da tribo dos bonzinhos. Dos que tiravam boas notas. Dos que recebiam elogios dos professores, ou seja, eu era da tribo dos chatos.
Na UFRJ eu me libertei. Passei pelo forrozinho, pelo reggae,pelas matadas de aula pra jogar sinuca, pelas matadas de aula pra fazer nada e pelas matada de aula pra fazer a social. Foi a época que comecei a me sentir livre mesmo, Eu fazia meus horários. Eu resolvia minhas coisas. Adorei. Adorei e como membro de uma faculdade pública eu me infiltrei ( é claro) na tribo dos Comunistas Festivos, que é a galera que toma cerveja e discute os problemas do país, que é a galera que faz trabalho social e acha que já faz ( e muito) a sua parte. Por conta disso repeti algumas matérias. Mais propriamente Linguística e Latim. E já não era uma aluna tão exemplar. Eu era da tribo dos alunos de faculdade pública.com.br
Ao trancar a UFRJ por um ano pra trabalhar, eu me meti em outra vibe... a Vibe da galera que trabalha em escritório, que toma chope ao final do expediente e que curte happy hour. Sem comentários, por favor.
Hoje, depois de passar por isso tudo, depois de ter ido morar sozinha , depois de ter experimentado o final dos estudos na Puc,depois de varar a madrugada na rua, depois de sair de segunda a segunda, depois de começar a ser dona do meu nariz e depois de me tornar esposa e mãe, eu vejo que sou da tribo dos felizes,
Dos que fazem planos,
dos que planejam viagens,
dos que reclamam das contas,
dos que apenas buscam sentido
e realizações pra vida.
Entendi que toda fase é única e recompensadora
e que devemos sim
tirar proveito de TODAS as situações.
Se não é pra seguir o pensamento
que seja então para dar risada depois.
A coisa que mais gosto e que me intriga
é essa constante construção e desconstrução do ser humano.
vivendo e aprendendo...
ps: juro que vou tentar olhar os Emos com outros olhos...
agora, que porra é essa de New Emo, ahhh isso já é demais pra mim.